terça-feira, maio 13, 2014

TEMPO E SILÊNCIO...

 Há em cada espaço,  uma espera vencida
Esquecida na infinda quimera.
Enquanto a metáfora
Insiste na tentativa de alegrar  versos  entristecidos .
O relógio do tempo alterna  batidas  descompassadas.
O vazio se agiganta
Deixando  fragilizada  a fibra, outrora,  “infringível”.
Os gestos já não se curvam
Entre as hipérboles  do enredo já quase  esquecido.
Adjetivos desgastados
Permanecem calados em meio a essa solidão sem fim.
Indagações sem repostas,
Na simetria de estrofes deslocadas, perdidas.
Na distância imensa que  mora nesse desassossego sem fim...
A noite passa...
Indiferente a  inquietação que perambula, sem rumo, cá dentro de mim.
No tempo e silêncio,
Companhias de versos inacabados...


                                                                                                                            Socorro Carvalho



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